sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Azul e Amarelo

E ao mar ela vai. Faz de conta um certo horizonte. Conta as conchas e depois trás de monte, começando um riso daqueles que vem de olhar. Cai a linha que divide abismo e mar, pra ela entrar. "Quem decifra o fascínio involuntário causado por um simples prender de cabelos". Então não mais que de repente, o mar agora é dela. Que busca o imenso no momento em que me rendo, e que busca o que é raro num simples movimento. Dançando na luz branca que carrega pra cima e pra baixo e que usa de manta, esticando o pescoço e erguendo os braços sem propósito algum, se não o de causar os encantos que ninguém controla. Pobre do poeta, parece até que voltou pra escola. É que o encanto é mesmo belo. "É vero". E o mar que era azul, agora é azul e amarelo.

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