sábado, 1 de dezembro de 2012
Tão Calma, Tão Ira
Como num deserto, onde o homem que já delira, tenta entender o que o vento assovia. E se esforça. E nele se guia. E sucumbia de ver que o assovio cochicharia, aquilo que ouvira. Delírios à parte, o teu oásis era bem verdadeiro, tanto que nem ele acreditou de primeiro, tanto que não. Até que assim, de tanto a areia seca matar tua sede em vão, entregou-se ao um certo fim. Então em um só momento, depois de tropeçar no vento, começou a viver o frenesi da sombra na qual caíra. Tão calma, tão ira. Tão louca essa calmaria que o atropelou, enroscou e enlouqueceu tão branco quanto o branco dos ombros, tão forte quanto o calor que fazia. E que agora o deixa de carinho nas mãos, depois de cada partida. E suas camisas, rasgadas e lisas, estavam mesmo é se despedindo do lado de fora. E ela enrolada, pro lado de dentro, ria. Num doce e solto tempo.
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