domingo, 27 de novembro de 2011

Estrada ou Carnaval

Não, sua vida não é feita de escolhas como em comerciais de universidades. Escolhas são momentos de reflexão que servem para estremar dúvidas, medos, receios e conceitos. Sim, isso é viver, mas então para viver precisamos sempre estar em continua seleção? Claro que não. A unanimidade é burra. E quando se trata de suas próprias escolhas, ser unanime não é diferente, ser unanime é estar cego por algo tão reluzente que aos teus olhos ofusca muito do que deveria importar.
Estrada ou Carnaval? Me responda! Agora! Doce ilusão, nada na vida é assim. É preciso calma antes de sorrir, é preciso tardes sentado no beiral para a ouvir, é preciso dar dias de chuva ao florir. Na estrada eu vou e conheço, aprendo, presencio, fico, livro, corro, molho, ouço, vejo e registro. Me preocupo com o tempo, mas é mais curiosidade: se chover me molho ou corro; se ventar presencio e ouço; se sol sair me vou e me livro; se frio fizer fico e registro. Parece simples, e é, assim não vejo burrice em meus devaneios. Já o carnaval, exceto a parte da chuva sou eu quem faço: pulo, canto e danço por um dia; pulo, danço e rio por outro; no terceiro danço, rio e me encanto; rio, me encanto e me entrego a tanta euforia e verdade no último dia. Então num instante percebo que fui, conheci, aprendi, presenciei, fiquei, livrei, corri, molhei, ouvi e registrei. É, meu carnaval pareceu mais uma estrada, só que uma com samba e encantos, risos e gritos, uma em que não faltou carinho. Não escolhi, vivi.
Responda ''Estrada ou Carnaval?'' de supetão e te chamarei de louco. Em todavia admirarei sua loucura. Quem é unânime, apenas passa ideia de sensatez. Loucos não se preocupam com a insanidade que podem aparentar, porém sabem do seus quereres e não têm vergonha de assumi-los. Confesso que sempre soube do pouco de insanidade com a qual convivo. Ao menos ela sempre é sincera, fazendo girar minhas vontades e verdades dentro de uma noite.

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