Minha face põe-se a saudar o dia e faz-se feita de euforia a vida do menino
Que, dizem as más línguas, anda cansado de tanto regar, podar e carregar flor
Que besteira! A elas dedico vida, noite e dia pra poder colher-las, ao ninho
Onde assim também gosto da saudade do passar a tarde, e esqueço dor
A noite vem e durmo o medo dos que dormem sem querer acordar sozinho
Ainda assim, assistir o tempo dançar é, de tudo e tanto, encantador
Tocar suas coreografias é mais que um simples deslumbre, é carinho
Menina, o tempo é ti, desculpo-me por minha verdadeira fraqueza (amor)
Porém se está a pensar em me condenares por tal confissão, deves acusar
Teus maravilhosos encantos: teus olhos, teu riso, braços, pernas e mãos
E se dou a ti tal dever, é porque a mim não culpo por reparar, nem hei de culpar
Deixo aberta a janela para ouvir os passarinhos que essa manhã vem e vão
A eles conto minha rendição e a eles minha bandeira branca vou levantar
Então, erguida, revela mãos doídas que sangram, mas se em vão, sangue não
Para se admirar, ler e chorar, o mais lindo soneto que há. Estupendo!
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