terça-feira, 17 de abril de 2012
Vela
Queria um pouco mais de profundidade. Queria avistar gente! bicho! verde! rua! A moça bonita e nunca nua! A história de um jornal, mesmo que lida! Queria mais vida. Queria a sombra de pássaro passando por cima do azul filtrado no âmbar matinal. Assim como o bom dia dos primeiros raios gelados de sol que cumprimentam a caneca em minha mão. Aquele giro que a gente gira pra se esquentar de todos os lados e quem vai cedo pro trabalho com cara de quem foi outrora amado. É bonito, e se não fosse, quanto desprazer traria. A gente faz ser bonito, talento do amor que derrama essa névoa densa e leve, com jeito de fria mas corpo de quente que a gente sente, branca e transparente no nosso olhar, serenamente. Falando assim vejo que a profundidade é capricho meu, mas de forma alguma tolo, culpa dessa janela que dá numa parede, e ela, nem pra ser amarela. É cinza feito uma velha panela. Então chego mais perto pra ver de baixo pra cima, e o dia acende sua vela.
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