terça-feira, 8 de janeiro de 2013

À Par

Vento na janela. Água pro lado de fora. O dia se revigora e a esperança também. A manhã, com ou sem "bom dia", ainda me acorda com café na cama, e ainda por cima sabe do que gosto: Luz leve pra levantar; Calor ameno pra trocar de roupa; Luzes de natal que ficaram ligadas a noite toda, pra quem passa imaginar que a véspera é hoje; Um "gostar" que quer ser mais; Poesia pedindo pra ser ouvida, imensamente, vivida. Pois é. Vento na janela. Água pro lado de fora. E a manhã, ao contrário de sua irmã, não me faz voltar pra casa debaixo da chuva, vendo a curva da terra e fazendo a curva da rua. Querendo ficar. Se banhar. Mas, dona tarde: "Eu estava a pé, e não à par".

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