segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Vinte e Cinco

Olha a ansiedade. Ela vem sem freio, sem nem ter idade. Faz um quarto virar um sonho acordado. Sonho de papel colado em parede, de um canto pra esticar uma rede e de uma cortina de mapa mundi, pra assim quando aberta revelar às janelas da alma, que o melhor lugar pra se viver com calma, é do lado de dentro de uma janela sem rua. Seja a casa com telhado de barro ou com telhado de estrela e poste de lua.
Ansiedade. Até na hora de sentar na varanda pra ver se a natureza anda trabalhando direito. Se a chuva anda molhando a terra bem feito. Até nessa hora, sem querer ela vem, perguntando que horas é que vai sair do banho, que horas bem vem. Que horas minha fiscalização vai perder o sentido, ao ver que do meu lado chega minha espera, uma paz molhada vestindo sorrisos. 
Deixo serena a chuva cair, ela já sabe o que faz e não precisa mais de mim. Abraço as novas nostalgias, as próximas distancias, o caminho do meio - do amor devagar, do amor sem medo - que me guia nessa peça sem pressa de me mostrar meu "eu". Então digo todo bobo, que a ansiedade, é só saudade do que a gente ainda não viveu.

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