quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Algo de Flor

Tem que ter algo de flor. É Vinicius, tem que ter mesmo. Algo que desperte curiosidade, que mantenha o olhar em seu cabelo curto. Que faça imaginar mil formas de perguntar seu nome: ''Oi, achei bonito seu cabelo. Porque toda menina tem medo de cortar curto? Acho tão fresco. Não fresco de frescura, fresco como ar fresco. Saiba que não deixaria de vir falar com você caso não tivesse o cabelo bonito, mas precisaria de algo a mais. Talvez a revista de moda que lê, enquanto este trem gosta de ser tão demodê. Talvez os hábitos familiares a mim ou o jeito tímido mas que é riso.'' Agora imagine só que pecado se não encontrasse algo a mais. Como disse: Algo de flor. Que me fizesse prestar atenção para perceber. Não escondido demais pois posso ter apenas algumas estações de tempo para descobrir. Não exposto demais, de presente. Quero prestar atenção antes, vislumbrar, repetir na mente mil vezes o que vou dizer e não saber. Aos passos que levarão a encontrar, lá: flor pequena demais não enxergaria; flor grande demais não valeria, a pena, já que chama pequena. E é. Fascínio tenho pelo que tens de mais secreto. Devaneio meu que adivinha sem sucesso como guarda tão bem segredo teu, em proporções divinas, menina. Tens tudo, tens faca e queijo, tens amor, tens algo de flor.

2 comentários:

  1. É preciso que haja qualquer coisa de flor em tudo isso.
    Qualquer coisa de dança, qualquer coisa de haute couture. (Vinicius de Moraes)
    É isso aí meu caro cada vez mais o Vinicius moderno!

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  2. "É Vinícius, tem que ter mesmo"

    Ahahahaha, eu só brinco de ser, meu caro.

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