Nada simples. A língua trava. Seu subconsciente tem mil coisas a dizer, mas seu consciente não quer escutar. Falta atenção em si, sobra aqui e ali quando se trata de pessoas que só vêem pela TV. Será mais fácil conhecer um estranho do que a si? Seria você então o próprio dito estranho em questão? Quem a você é mais estranho: ti ou fulano? Fiz meu ponto. Intrigante porém corriqueiramente a resposta é ''sim''. Conhecemos pessoas e as contamos que pessoas somos também, dosadamente, é claro, embriagues não faz bem. Conhecemos. Deixamos conhecer. Esquecemos. Fazemos de tudo para esquecido não ser. Entretanto uma das oportunidades mais valiosas dentre tantas é dada por algo de triste. Assim, deixando de lado por um segundo anseios e desejos, nos vemos de fora, para poder nos compreender por dentro.
- Quem é você?
- Gosto de camisetas azuis e lisas.
- Não. Quis dizer ''quem é você?''.
- Gosto de bala de goma, de sentar no chão em quase qualquer lugar e de pular não temendo cair.
- Não está me entendendo? Se apresente!
- Para me fazer feliz me bastam mil coisas ou só uma. Mil e uma tenho quando sonho.
- Chega! Está errado! Não é assim que as pessoas se apresentam.
- Como não? Você já ficou sabendo praticamente tudo de mim.
- Não! Não é assim! Tem que primeiro me dizer seu nome... Idade... Onde mora...
- Desculpe-me, achei que deveria começar pelas coisas importantes.
Porque sou do tamanho daquilo que sinto, que vejo e que faço, não do tamanho que as pessoas me enxergam. Me descubro. Hoje quero sol, mas se amanhã eu implorar por chuva, não serei estranho a mim, não há culpa em descobrir só hoje. Não estará se enganando: é preciso mesmo viver sol e chuva para saber como são os extremos. Isso, ''extremos'' é a palavra. É preciso vivê-los, os extremos. Pois cego é quem não se descobre de verdade. E quem disso sofre, nunca então descobrirá por completo aquela pela qual daria o próprio ar se fosse necessário. Embora essa descoberta seja feita mesmo de fuga, deixar de vivê-la não faz parte dos planos, ou melhor, dos meus rabiscos, do meu mapa desenhado por mãos de criança sugerindo então que o acaso mostre o caminho.
O que diz um nome... Se me chamar Pedro poderia eu sendo a mesma pessoa que sou... fútil sociedade que reconhece pessoa por nomes sobrenomes tiranias e status.... queremos ser julgados por atos.. reconheçam me pelos meus atos... e verás os fatos... fatos de um mundo que vive de aparência. p.s. Não para de escrever não muleke é sempre bom ter um raciocínio do nível!
ResponderExcluirAhahahahahah. Vindo de você significa MUITO caro amigo. E é sempre bom ter quem saiba compreender e discutir sobre. Nome é identificação para quem não te conhece, se quer passar a te conhecer, nomes não são nem necessários.
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